Vinicius Zepeda
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Divulgação/PUC-Rio |
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| O interesse que a princesa Leopoldina nutria pela botânica é tema de uma das animações desenvolvidas pelo projeto |
Jorge Lopes, que é também pesquisador colaborador do Museu Nacional, conta que a ideia surgiu quando resolveu levar seus alunos de graduação da PUC-Rio para conhecer as coleções do museu. "A partir daí, os estudantes pensaram em utilizar animações como forma de transmitir informação científica aos jovens, principalmente às crianças", lembra Lopes. Ele explica o porquê e a importância de empregar recursos de mídia digital como forma de atrair a curiosidade dos jovens, aumentar o público frequentador e transmitir mais informações aos visitantes. "Acostumados a acessar muitas informações textuais e de imagens pela internet, os jovens veem os museus expositivos como algo antigo, do passado, e não se tornam frequentadores somente por causa de uma visita escolar obrigatória. Daí a importância da tecnologia para atrair sua atenção", explica Lopes. Em sua opinião, no caso do público infantil, a animação é fundamental. "As informações disponíveis nas peças de um museu expositivo, como é o caso do Museu Nacional, não são um material que desperte a curiosidade das crianças. Neste ponto, a animação se torna um ótimo instrumento para permitir acesso a essas informações", explica.
| Divulgação/PUC-Rio |
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Estudantes desenvolvem aplicativo para leitura de QRCode |
Como responsável pela coordenação geral, Jorge Lopes divide a função com outros professores do Departamento de Artes e Design da PUC-Rio: Claudia Bolshaw, do Núcleo de Arte Digital e Animação (Nada), responsável por coordenar o trabalho dos alunos no trabalho de animação, e João Bonelli, do Laboratório de Interfaces Físicas Experimentais (Life), que supervisiona o desenvolvimento dos aplicativos para dispositivos móveis. "Vale destacar que, apesar de nossa supervisão e orientação, essas iniciativas foram propostas e vêm sendo desenvolvidas pelos alunos de graduação da universidade", destacam os professores.
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Weiller Filho |
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| Jorge Lopes: uso de mídia digital para atrair juventude ao museu |
Já João Bonelli, que responde pela supervisão do desenvolvimento dos aplicativos para dispositivos móveis, explica que, graças aos recursos da FAPERJ, pôde obter dois computadores MAC, com monitor Full HD, além de tablets para equipar o Laboratório de Interfaces Físicas Experimentais (Lire), sob sua responsabilidade. "Este espaço é uma iniciativa inédita no país. Aqui os estudantes de graduação estão aprendendo programação voltada para design de aplicativos para dispositivos móveis, área que tem ficado restrita aos estudantes de computação", afirma Bonelli, com entusiasmo. Segundo ele, até o final de dezembro, o aplicativo para leitura de QRCode, batizado de ArtScan, já estará disponível para testes no Museu Nacional. "Qualquer pessoa, com um celular, tablet ou smartphone poderá ler o código. E ainda disponibilizaremos tablets para que os visitantes possam acessar as informações", conclui.
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