Roni Filgueiras
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Vinicius Zepeda |
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Helena Hasselmann: |
De acordo com a professora, esta investigação é um desdobramento de seu trabalho de doutorado sobre a relação entre violência familiar e ocorrência de desnutrição aguda e grave em crianças de 2 anos. Um dos mais impactantes resultados dessa pesquisa mostra que menores que vivem com pais agressivos têm três vezes mais chances de desenvolver desnutrição em relação àquelas que moram em famílias cujos pais não praticam tais atos, independente das condições ambientais de moradia, da escolaridade e do alcoolismo na família, por exemplo.
“Ainda que estes achados já apontem para a importância das relações familiares na determinação da desnutrição na infância, há ainda muitas questões a serem esclarecidas sobre como a agressão física entre os pais poderia influenciar a ocorrência de desnutrição infantil”, questiona-se Maria Helena antes de acrescentar que se supõe que estes nexos estariam relacionados a aspectos mais qualitativos do ambiente familiar. “Como os cuidados com a criança estariam implicados nesta determinação? Existiria um possível papel desempenhado pela depressão materna? Qual o efeito da rede de relacionamentos sociais e do apoio social no crescimento infantil?”, indaga a pesquisadora, cujo projeto foi elaborado com a intenção de responder a essas e outras perguntas, por meio do acompanhamento do crescimento de cerca de 550 crianças durante o primeiro ano de vida. Os resultados principais deste estudo só serão divulgados provavelmente em fins de 2009, quando a fase de campo for concluída.
| Divulgação/Ministério da Saúde |
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| A atriz Maria Paula participou da campanha de amamentação 2004 |
Maria Helena acrescenta que outros estudos focalizando os determinantes sociais do crescimento e das práticas alimentares infantis estão em andamento ou em planejamento. “Aqui deseja-se esclarecer como a violência entre os pais e a violência contra a criança; a rede e o apoio social; a coesão social; a depressão pós-parto e os transtornos mentais comuns agem nas práticas alimentares e no crescimento no primeiro ano de vida”, exemplifica a professora. “Outras possibilidades de investigação estariam relacionadas a outras possíveis conseqüências da violência familiar no estado nutricional, como por exemplo, na obesidade feminina e nos transtornos alimentares”.
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